segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Para Zurique e Lisboa,

não tenho retrospectivado muito. três macacas perdidas a mergulharem inconscientemente na ausência de infância, que contêm em si todas as amarras e todas as liberdades, as que nos permitimos.

nada é certo, mesmo na ilusão em que nos deixamos navegar, e isso é também todas as possibilidades. todos os medos.
o medo atroz de ser vinagre no meu curso de azeite, o que é que eu estou aqui a fazer? talvez porque aqui seria ali, noutro lado tanto faz, qualquer sítio que não o mesmo, mesmo sendo ele exactamente o anterior.
confrontar-me com todas as minhas incapacidades. deixar-me anular para desconstruir. não sei definir exactamente o que é aprender, e tudo o que perco por fazê-lo.

mas este qualquer coisa agrada-me. era preciso uma coerência, mesmo que simplicíssimo artifício, para me poder definir aos alguéns a quem me prendo (também são vocês). e tempero-me, por me saber uma merda naquilo que vou fazendo por aqui, aceitar-se como um cocó é também um desafio, mesmo que nunca o sobreponha. querendo ou não, é com verdadeira sensibilidade que aprecio aquilo que não consigo alcançar, e os espaços emocionam-me, sinto-me como parte de uma possível existência física em relação com tudo o resto, as paredes que constroem a sua ausência.

e a cidade, como não vos espantará, é sedutora. suavemente cola-se a mim, gosto de a sentir entrar, poro, poro.

escrevi ao som de: down the way - Angus and Julia Stone. parece-me uma coisa ouvivel para vocês também.

a leo veio cá! e pronto, maria wannabetripeira.

19 anos e um workshop caseiro de sushi 

serralves. as sensações de espaço. alegorias ao meu ser agora. ah, e este é o gonçalo.

e uma homenagem ao dia do coito criador desde blog. por RFR calculo.

ps - obviamente que devia estar a estudar história (da arquitectura antiga e medieval). só nestas alturas é que algo  inteiramente despropositado se enceta!
pps - gosto muito de rafaelas. e diz que de martas também. mas só duas.

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